Pessoas trocam privacidade por segurança
25.05.2006
Estudo mostra que muita gente está disposta a fornecer dados pessoais para
se sentir mais seguras
Apesar das preocupações com privacidade, 71% das pessoas no mundo estão
dispostas a fornecer dados pessoais no acesso a instituições públicas,
meios de transporte (aviões, trens e ônibus), travessia de fronteiras,
alfândega e outros, em troca de mais segurança.
Os mesmos 71% aceitariam ter um documento único de identificação - uma
credencial multiuso -, para ter mais conveniência no acesso aos locais. A
condição imposta é que essas organizações apresentem sistemas seguros e de
alta tecnologia. A maioria das pessoas, porém, se preocupa com o acúmulo de
informações pessoais em um único lugar: temem ficar mais vulneráveis a
ataques de criminosos e a roubos de identidade.
As informações fazem parte de um estudo realizado pelo instituto Ponemon
para a Unisys em 14 países. Foram entrevistadas 1661 pessoas, sendo 320 da
América Latina (116 brasileiros; 125 do México, e 79, da Argentina).
O objetivo do levantamento é mapear as percepções individuais em quatro
regiões - América do Norte, Europa, Ásia Pacífica e América Latina - sobre
métodos de gerenciamento de identidade, que garantem a segurança dos locais
a partir da análise dos dados pessoais do visitante.
A biometria foi apontada por todas as regiões como um método bem aceito de
comprovação de identidade. Os principais motivos são a praticidade (é
desnecessário memorizar senhas) e a rapidez na identificação pessoal. O
maior índice de aceitação vem da América do Norte, com 71%; o menor, da
América Latina (58%). O reconhecimento de voz e a impressão digital foram
apontados como as soluções biométricas preferidas, em detrimento do
reconhecimento facial, da geometria das mãos e da íris.
Entre as quatro regiões, a América Latina é a mais resistente à idéia de
gerenciamento de dados pessoais: é a região que demonstra menor índice de
aceitação (54%) quanto à posse de um documento único de identificação,
enquanto nas outras regiões a aceitação varia entre 69% e 84%. Os latinos
confiam apenas em bancos para a emissão e a gestão de credenciais de
identidade, enquanto os outros entrevistados confiam também em órgãos
públicos. A confiança nos bancos é unânime entre todas as regiões. Já a
polícia é a organização menos cotada para isso: a rejeição é de 50% na
América Latina, e de 40% na do Norte. Na Ásia-Pacífico e na Europa há
pequenos índices de confiança na Polícia (de 15% e 18%, respectivamente).
Fonte: IT Web