Número de vítimas de vazamento dados passa 100 MI
20.12.2006
São Francisco - Com a perda de dados de 382 mil funcionários da Boeing,
lista que registra perda de dados desde 2005 passa marca dos 100 milhões.
Um laptop roubado da Boeing levou a mais de 100 milhões o número de pessoas
que foram vítima de perda ou roubo de dados nos Estados Unidos. Na
terça-feira (11/12), a companhia revelou que dados de 382 mil funcionários
e ex-funcionários - incluindo número de seguro social, nome e endereço -
haviam sido comprometidos graças ao roubo de um notebook sem criptografia,
no início de dezembro.
Com a contribuição da Boeing, o número de vítimas de vazamento de dados no
país ultrapassou a marca dos 100 milhões registrados no site do Órgão de
Direito a Privacidade dos Estados Unidos, segundo Beth Givens, diretora do
grupo de defesa do consumidor.
O site vem registrando os vazamentos de dados desde fevereiro de 2005,
quando a ChoicePoint revelou o roubo de dados de 163 mil vítimas do banco
de dados da companhia.
O incidente da ChoicePoint foi memorável porque embora fosse obrigada a
alertar as vítimas na Califórnia - único estado nos Estados Unidos com uma
lei que obriga tal prática -, a companhia decidiu notificar todas as
vítimas, disse Givens. “Foi a primeira vez, até onde sabemos, que uma
entidade invadida decidiu revelar o evento a indivíduos em todo país”,
disse ela.
“Foi um divisor de águas, porque outras empresas que vivenciaram vazamento
de dados passaram a comunicar a situação a pessoa sem todo país”,
acrescentou Givens.
Desde então, episódios como o do Departamento de Assuntos de Veteranos dos
Estados Unidos e, mais recentemente, da Universidade da Califórnia,
ganharam atenção nacional.
Givens acredita que o real número de vítimas de vazamento desde o caso
ChoicePoint é ainda maior. “Acho que o número de 100 milhões é bastante
artificial, mas indica que o problema é muito significativo”, comenta.
A advogada não soube dizer se toda essa publicidade aumentou a segurança do
usuário. “É bastante óbvio, pela lista que compilamos, que estamos em uma
canoa furada quando o assunto é segurança de dados”, disse ela. “Não acho
que os consumidores podem se sentir tranqüilos em relação à proteção das
suas informações pessoais”, concluiu.
Fonte: http://idgnow.uol.com.br