Segurança ideal funciona como painel de controle
22.08.2007
Aspectos comportamentais e motivadores de crimes virtuais são essenciais
para delinear políticas de segurança
Para os administradores da segurança da informação, um dos principais
desafios é montar um verdadeiro painel de controle, que mostre todos os
pontos de vulnerabilidades e brechas, permitindo ações preventivas ou
recuperação rápida. Segundo Leonardo Scudere, gerente-geral da CyberBRIC, a
criação de uma plataforma de inteligência e análise implica em uma
infra-estrutura investigativa e uso de uma forense proativa. "Até hoje, a
forense computacional tem se voltado para eventos passados, ou seja, atua
depois que um problema ocorreu. Mas já está em desenvolvimento a foresene
para prevenção de crimes virtuais", comenta.
O executivo apresentou-se no painel A "Hackeconomia" - A economia dos
crimes virtuais, que ocorreu na tarde desta quarta-feira (28 de junho),
durante o IT Conference, em São Paulo.
Scudere considera que um dos elementos mais importantes para montar um
plano de segurança da informação corporativo refere-se aos aspectos
comportamentais ou motivadores das ameaças. Neste sentido, um dos pontos a
ser trabalhado na segurança de TI é a conscientização dos usuários, seja da
equipe técnica de TI, seja das pessoas das áreas de negócios, complementa
Edison Fontes, especialista em segurança da informação.
Riscos legais
Os aspectos jurídicos relacionados às políticas de segurança da informação
ainda são motivo de intensa polêmica. Rony Vainzof, sócio do Opice Blum
Advogados Associados, especialista em direito tecnológico, enfatiza a
questão preventiva como essencial para uma política de segurança da
informação, considerando os limites técnicos e legais.
Para Vainzof, a responsabilidade civil ou penal, do empregador ou
funcionário, deve considerar se o comportamento em ambiente corporativo
descaracteriza a expectativa de privacidade, um dos direitos fundamentais
previstos pela Constituição, geralmente citado para defender o indivíduo em
processos legais. Isto justifica a permissão de monitoramento pela empresa
das atividades praticadas pelo usuário em sua rede. "Existe uma fronteira
sensível, que vai variar em função da política de segurança adotada pela
empresa", conclui Vainzof
Fonte: Ligia Sanchez