Saiba como funcionará a próxima geração de sistemas de antivírus
26.11.2008
Objetivo da segurança na nuvem é proteger o usuário antes que a ameaça
chegue à máquina.
O seu antivírus irá mudar. Você continuará com um software de segurança
instalado no micro, mas a barreira de proteção migrará do disco rígido para
a nuvem computacional.
É sinal dos tempos de cloud computing (conceito segundo o qual os softwares
e os dados ficam na internet, armazenados nos servidores das empresas,
formando uma espécie de nuvem computacional). Álbuns de fotos de virtuais e
editores de texto que rodam a partir do navegador de web são exemplos dessa
tendência.
No campo da segurança, a idéia é proteger o usuário antes mesmo de que a
ameaça chegue à máquina. Isso já ocorre, por exemplo, com o sistema de
listas negras no e-mail. Há mensagens de determinados remetentes que sequer
chegam até o seu correio eletrônico, são barradas antes.
Com a proteção na nuvem, o ganho é de agilidade. Hoje, são criados por hora
800 novos vírus, segundo a empresa de segurança Trend Micro, mas o número
deverá pular para 26,6 mil novas ameaças por hora em 2015.
Por isso não dá para depender apenas do banco de dados do antivírus
instalado no micro para eliminar uma ameaça. Os fabricantes também costumam
usar sistemas de deteçção com base no comportamento dos arquivos, tentando
barrar o que é suspeito.
Neste mês, a McAfee lançou no mercado brasileiro uma solução com a sua nova
tecnologia Artemis. Com esse recurso, quando algo suspeito é detectado, o
produto conecta a nuvem para identificar ameaças conhecidas e
não-conhecidas.
– Parte da análise ocorre na nuvem – explica o gerente de suporte da
companhia, José Matias.
Na visão da Trend Micro, no futuro, o banco de dados sobre os vírus, para
que possam ser detectados, e as vacinas, para eliminá-los, ficarão nos
servidores das empresas de segurança, isto é, na nuvem. A função do
software na máquina será apenas direcionar o acesso pela nuvem, sem exigir
tantos recursos do computador.
– A idéia é tirar tudo da estação, deixar na nuvem, para que o usuário não
tenha de se preocupar se o antivírus está atualizado. Basta que
simplesmente navegue – afirma Eduardo Godinho, engenheiro de segurança da
Trend, que deverá lançar um aplicativo nesses moldes em 2009.
Com esse novo modelo, não vai dar mais para reclamar que o antivírus é um
software pesado, que deixa o micro lento. Afinal, não é só contra os
criminosos virtuais que as empresas de segurança lutam diariamente:
– Há uma diária para ser mais eficiente e consumir menos recursos da
máquina, com lançamentos de softwares otimizados – afirma o gerente de
engenharia de sistemas da Symantec, Paulo Vendramini.
VANESSA NUNES - Zero Hora
Fonte: ZERO HORA